Serviços digitais representam 40,6% do consumo cultural da Geração Z, enquanto hobbies e artesanato chegam a 37,6% entre Baby Boomers de acordo com levantamento com base no uso de 1.3 milhão de usuários da empresa
- O consumo digital perde participação conforme avança a idade: representa 40,6% das transações culturais da Geração Z, 36,6% entre Millennials, 24,7% na Geração X e 16,8% entre Baby Boomers de acordo com a base de 1.3 milhão de usuários da Caju;
- Análise de transações em mais de 12 milhões de estabelecimentos que aceitam Caju mostra que Millennials e Geração Z concentram 86,3% das operações em cultura, enquanto o ticket médio cresce com a idade, de R$ 37,33 na Geração Z para R$ 64,69 entre Baby Boomers;
- A leitura também ganha espaço entre as gerações mais velhas, avançando de 14,2% das transações culturais na Geração Z para 20,3% entre Baby Boomers;
Streaming, cinema, leitura, turismo e artesanato fazem parte do consumo cultural dos trabalhadores brasileiros, mas ganham pesos diferentes conforme a geração. Entre os mais jovens, as atividades digitais concentram 40,6% das transações da categoria, percentual que diminui progressivamente até chegar a 16,8% entre Baby Boomers. Já hobbies e artesanato percorrem o caminho contrário, passando de 15,6% na Geração Z para 37,6% entre os mais velhos. Os dados fazem parte de um levantamento da Caju, empresa de tecnologia para benefícios, despesas corporativas e gestão de pessoas que atende mais de 70 mil empresas, realizado a partir de informações exclusivas, agregadas e anonimizadas de sua base de mais de 1.3 milhão de usuários.
Entre a Geração Z, TV e streaming lideram as transações culturais, com 21,6%, seguidos por serviços digitais, com 18,5%, e cinema, com 10,7%. O comportamento é semelhante entre Millennials, que também têm TV e streaming na primeira posição. Já na Geração X e entre Baby Boomers, hobbies (como jogos, costura) e artesanato ocupam o primeiro lugar, chegando a 30% das transações em cultura na Geração X e 24% das transações culturais no grupo mais velho.
A leitura também ganha participação conforme aumenta a idade. O recorte em livrarias representa 14,1% das transações culturais da Geração Z, passa para 15,7% entre Millennials e 17,6% na Geração X, até alcançar 20,34% entre Baby Boomers. Já o entretenimento presencial apresenta menor variação, respondendo por uma parcela entre 23% e 26,5% nos quatro grupos analisados.
“Quando olhamos para o valor das transações, encontramos outra diferença entre as gerações. O ticket médio por gasto em cultura parte de R$ 37,33 na Geração Z e aumenta para R$ 47,69 entre Millennials, R$ 55,17 na Geração X e R$ 64,69 entre Baby Boomers. Além disso, 81,89% das transações em cultura entre os mais jovens ficam abaixo de R$ 50. Esses recortes ajudam a entender como diferentes perfis utilizam o benefício e dão ao RH mais informações sobre os hábitos de uma força de trabalho formada por várias gerações”, afirma Lucas Fernandes, CHRO da Caju.
Millennials e Geração Z concentram transações em cultura
A participação de cada geração no volume total de transações em benefícios de Cultura também varia. Millennials respondem por 48% das operações realizadas na categoria, seguidos pela Geração Z, com 38,4%. Juntos, os dois grupos concentram 86% das transações analisadas.
A Geração X responde por 12,4% das operações, enquanto Baby Boomers representam 1,3%. A distribuição mostra uma maior concentração das transações entre as duas gerações mais jovens, ainda que os dados de ticket indiquem valores médios mais elevados conforme aumenta a idade.
“Quando detalhamos as escolhas dentro da categoria, também encontramos particularidades que ajudam a compor esse retrato. Entre Baby Boomers, por exemplo, atrações turísticas representam 13% das transações culturais. Na Geração Z, o cinema responde por 10,7%. Ter uma base de mais de 1,3 milhão de usuários nos permite identificar esses comportamentos e entender como o consumo dos benefícios acompanha interesses distintos ao longo das gerações”, completa Fernandes.
