1. IAs copilotos ganham força nas rotinas corporativas
O uso de inteligências artificiais generativas como copilotos no trabalho deixou de ser uma aposta e passou a ser parte ativa da operação de grandes empresas. Ferramentas como o Copilot da Microsoft e o Duet AI do Google Workspace já são amplamente utilizadas para apoiar tarefas como redação de textos, análise de planilhas, geração de apresentações e respostas automáticas em e-mails. Segundo a própria Microsoft, 70% dos usuários afirmam que o Copilot os ajuda a ser mais produtivos, e 68% dizem que melhora a qualidade do trabalho. Além disso, IAs estão sendo incorporadas em CRMs, softwares de gestão e até em ferramentas internas de atendimento ao cliente.
2. Regulação entra em vigor e impõe novas exigências às empresas
A entrada em vigor do AI Act na União Europeia está mudando a forma como empresas desenvolvem e utilizam inteligência artificial. O regulamento europeu classifica os sistemas de IA conforme o grau de risco e impõe obrigações como auditoria de dados, transparência nos algoritmos e direito à explicação para usuários afetados. Nos Estados Unidos, o executive order assinado por Joe Biden em outubro de 2023 ainda está sendo implementado, mas já obriga agências federais a seguirem critérios técnicos e éticos no uso da tecnologia. No Brasil, ainda não há lei aprovada, mas o PL 2338/2023 avança no Congresso com apoio de diferentes setores. A regulação passou a ser um tema estratégico, e não apenas jurídico.
3. Modelos multimodais mudam como interagimos com IA
Modelos capazes de processar texto, áudio, imagem e vídeo ao mesmo tempo já estão disponíveis ao público. O GPT-4o da OpenAI e o Gemini 1.5 da Google são os principais exemplos dessa nova geração de IA multimodal, com respostas mais naturais, emotivas e integradas. A tecnologia permite que uma pessoa envie uma imagem e peça sugestões por voz, ou leia uma tabela e gere um gráfico automaticamente. Plataformas como o ChatGPT agora oferecem interação por voz com latência inferior a meio segundo. No varejo, esse tipo de interface já está sendo usado para criar assistentes visuais e vendedores virtuais que compreendem não apenas o que o consumidor escreve, mas também o que mostra e fala.
3 tendências de IA em 2025
