A Geração Z, nascida entre o final dos anos 1990 e o início dos anos 2010, quebra o modelo tradicional de funil de marketing. Em vez de etapas sequenciais de atenção, interesse, desejo e ação, os jovens vivem uma jornada de compra fragmentada e fluida. Vídeos curtos, comentários em redes sociais e conteúdos de criadores digitais agora são os principais gatilhos para decisão de compra.
As redes sociais deixaram de ser apenas canais de entretenimento para se tornar ponto central de descoberta e avaliação de produtos. Em 2025, 64% da Geração Z espera poder comprar diretamente por redes sociais, sites ou aplicativos, segundo relatório da Adyen. Uma pesquisa da Camphouse aponta que 75% consomem conteúdo via celular, o que reforça a necessidade de campanhas em formatos curtos, visuais e adaptados ao mobile.
A influência digital se fortaleceu com o crescimento do social commerce. Um estudo da Youpix em parceria com a Nielsen revela que oito em cada dez consumidores da Geração Z já compraram por recomendação de criadores de conteúdo e 45% afirmam que a experiência superou expectativas.
Essa geração também valoriza empresas que tenham posicionamento e propósito claros. Conforme dados da Camphouse, 64% estão dispostos a pagar mais por produtos sustentáveis e 25% já abandonaram marcas por falta de alinhamento com seus valores.
O digital e a agilidade também impactam os meios de pagamento. A Geração Z adota carteiras digitais, apps bancários e opções como “compre agora, pague depois” (BNPL), buscando maior praticidade nas compras mobile-first.
Especialistas projetam que entre 2025 e 2030 os gastos per capita da Geração Z crescerão mais rápido que os das outras gerações. Até o fim da década, esse grupo deve representar 30% da população mundial, demandando que marcas reinventem estratégias para se manterem relevantes junto a consumidores digitais, informados e orientados por valores.
