14 de maio de 2026

Verthic traz novo sócio e amplia escopo para estruturar projetos territoriais e ambientais em escala nacional

A consultoria Verthic inicia uma nova fase com a entrada do executivo Aldo Labaki como sócio. O movimento marca a ampliação do escopo da empresa, que passa a atuar não apenas na execução em campo, frente que consolidou sua trajetória ao longo da última década, mas também na estruturação estratégica de projetos desde a concepção, incluindo desenho institucional, modelagem financeira e articulação de coalizões entre empresas, governos, financiadores e comunidades.

Fundada por Fernando Vincenti, a Verthic nasceu em 2011 a partir da experiência do executivo no mercado financeiro e no setor socioambiental. Vincenti iniciou sua carreira no Itau BBA e, posteriormente, atuou por mais de seis anos no Instituto Socioambiental (ISA), onde viveu na Amazônia e trabalhou diretamente com povos indígenas na gestão de projetos de educação, fortalecimento institucional de associações indígenas, gestão territorial, alternativas econômicas e captação de recursos junto a fundações internacionais.

A empresa ganhou escala a partir de 2013, quando passou a coordenar a execução de programas socioambientais vinculados ao licenciamento ambiental da usina hidrelétrica de Belo Monte.  Em doze anos, estruturou e implementou mais de 270 projetos em 11 terras indígenas na região de Altamira (PA), nas áreas de saúde, educação, geração de renda, gestão territorial, patrimônio cultural e fortalecimento de associações comunitárias

A atuação envolveu planejamento estratégico e executivo, organização de cronogramas, definição de orçamentos, estruturação de equipes técnicas e interface direta com Ibama, Funai, povos indígenas e demais partes interessadas (ou stakeholders).

Na frente ambiental, estruturou viveiros florestais certificados (Renasem/MAPA), abastecidos por sementes de matrizes selecionadas e monitoradas, produziu mais de 700 mil mudas de 88 espécies nativas — com ciclos anuais superiores a 1 milhão de unidades — e implantou mais de 110 Sistemas Agroflorestais (SAFs), além de conduzir projetos de regeneração natural assistida, monitoramento da recuperação vegetal e manejo de áreas degradadas.

Paralelamente, organizou cadeias produtivas locais, como piscicultura e cacau, estruturando logística, aquisição de insumos, assistência técnica e governança comunitária.

Após o encerramento dos grandes contratos vinculados ao ciclo inicial de Belo Monte, em 2024, a empresa manteve a operação ativa na região e preservou sua base técnica. Em 2025, executou projeto com a Conservation International Brasil, com recursos do Banco Mundial por meio da iniciativa Amazon Sustainable Landscape (ASL) e convênio com o ICMBio, voltado ao monitoramento de regeneração natural, diagnóstico socioeconômico e diálogo comunitário em duas unidades de conservação no estado do Pará.

Em 2026, retomou contrato para produção de mudas sob demanda voltadas à recomposição florestal, recontratando parte da equipe histórica responsável pelos viveiros.

Novo sócio

A entrada de Aldo Labaki fortalece a frente de estruturação de projetos e coalizões para viabilizar iniciativas de impacto ambiental, econômico e social de maior escala. Graduado e pós-graduado pela FGV, Labaki iniciou a carreira na área de gestão estratégica do Unibanco, participando da implantação do modelo de gestão de desempenho do Conglomerado Financeiro. Em 2005 incorpora-se à consultoria internacional The Palladium Group e lidera a implantação de programas de  consultoria em planejamento estratégico e gestão de impacto em 14 países da Europa, América Latina e Oriente Médio. 

Ao retornar ao Brasil em 2018, liderou o desenho  e execução de programas de impacto socioambiental no Brasil, primeiro como diretor executivo da Palladium Group no país e depois como gerente executivo da unidade de assistência técnica da Fundação Getúlio Vargas, a FGV Projetos. Durante este período, entre diversos projetos destaca-se  sua liderança na estruturação e execução do programa P&D Nativas, concebido para transformar o Fundo Vale – braço de filantropia socioambiental da Vale SA – em veículo estruturado de investimento de impacto, responsável pela recuperação de 100.000 hectares de terras degradadas no Brasil via implantação de sistemas agroflorestais. Nos últimos anos, também liderou projetos de planejamento estratégico com governos municipais e estruturou programas de ”blended finance” (financiamento misto) voltados à bioeconomia e à recuperação ambiental.

Atuação em cinco frentes

Com a nova sociedade, a Verthic organiza sua atuação em cinco frentes integradas: (1) planejamento e estruturação de projetos de impacto socioambiental em escalas; (2) gestão territorial e engajamento comunitário com mediação institucional; (3) programas de restauração ecológica e soluções baseadas na natureza; (4) estruturação de coalizões e mecanismos de financiamento de impacto; e (5) estudos estratégicos e suporte a políticas públicas.

Além da estruturação e execução de projetos, a empresa também possui experiência comprovada na elaboração de estudos voltados ao monitoramento e avaliação de impacto de programas de restauração ambiental em áreas privadas, mapeamento de passivos ambientais e desenho de mecanismos de financiamento para programas nacionais de estímulo à bioeconomia.

“O histórico da empresa foi construído na execução de projetos complexos em campo. A nova etapa amplia nossa capacidade de assegurar as condições que tornam esses projetos viáveis técnica e financeiramente”, afirma Vincenti.

Para Labaki, o momento é favorável à expansão do modelo de atuação da empresa. “Há um volume crescente de recursos destinados à agenda ambiental e de desenvolvimento territorial, mas ainda existe um déficit importante de coordenação e capacidade de execução envolvendo atores de natureza e propósitos distintos. A Verthic reúne capacidade de estruturar projetos de forma integrada e experiência prática de execução e coordenação em campo .”

A empresa passa, assim, a posicionar-se como referência na modelagem e operação de projetos de impacto territorial complexos, combinando planejamento estratégico de vanguarda, execução técnica em escala e articulação institucional em todo o território nacional. 

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